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Viagem a Marrocos XL1000V

Marrocos na visão de um casal amigo da MotoManiacs que gentilmente cederam um video no qual perpetuaram a sua primeira passagem por Marrocos, lugar idílico que muitos amantes das duas rodas tem rumado ultimamente e que trazem na bagagem uma enorme vontade de voltar. Esperemos que este registo também vos possa dar aquele incentivo para que o possam fazê-lo pessoalmente numa primeira vez ou voltar a visitá-lo!

“Viagem em casal, pelas terras do reino de Marrocos, a bordo de uma XL1000V, centrado mais na zona norte, tanto na parte litoral como nas montanhas.

 

A viagem começou como muitas outras, com os níveis de ansiedade altos, o que fez com que os primeiros kilometros passassem de forma rápida, nem os 46 graus no caminho de Sevilha a Cadiz quebrou o espirito (mas quase). Em Cadiz pernoitámos em Medina Sidonia, uma pequena vila na rota dos Almograves.

No dia seguinte a viagem começou cedo, em direcção a Algeciras, para apanhar o ferry para Tanger Med. Uma hora e meia depois começava uma nova etapa, com os problemas normais na Alfândega ultrapassados, seguimos para Asilah. Mal saímos do porto entramos na A4, um conselho, cumpram os limites de velocidade, as estradas têm radares fixos e nas nacionais há bastantes operações stop, nunca fui mandado parar é um facto, mas mais vale prevenir. Da A4 entro directamente na A1, esta percorre a costa até Rabat, a meio caminho está Asilah uma cidade costeira bastante agradável, a sua Medina está construída dentro de umas muralhas portuguesas, os primeiros habitantes daquela cidade.
Aqui fomos atraídos pelas praias maravilhosas, a melhor foi Sidi Mgayet, o caminho é complicado, muita pedra e areia, algo longo, mas a reclusão que oferece vale bem o esforço, tem apoios de praia e uma pequena vila. Mais a norte têm a praia de Las Cuevas, o caminho é bom, de terra batida e dependendo da altura do ano pode ter mais areia solta, aqui existem passeios de camelo e vários apoios de praia, “chiringuitos”.
A vila de Asilah não tem muito para ver para além de praia e a Medina. Ficámos num pequeno hostel, o Pátio de la Luna, os quartos são bons e limpos, e fomos muito bem recebidos. Há parques para deixar a mota por preços muito acessíveis. As pessoas são muito simpáticas e prestáveis, mas fiquem longe dos restaurantes na avenida turística.
Daqui fomos para as montanhas, seguimos viagem para Chefchauen, perto de Tetuão, na primeira parte do caminho a estrada é boa e bem sinalizada, a segunda aliou-se uma estrada cheia de curvas de montanha, uma estrada em obras. Mais uma vez, cumpram os limites de velocidade, é normal estarem polícias com radares antes das rotundas.
Com mais ou menos dificuldade chegámos a Chefchauen, a pérola azul. Uma cidade um pouco caótica à chegada. Respirem fundo, liguem o GPS e se mesmo assim estiver complicado, parem e perguntem, foi o que eu fiz.
A mota ficou num parque e lá veio um rapaz comigo e com as malas por escadas e vielas, até ao hostel Dar El Rio, um prédio típico, todo pintado de azul, os quartos são muito bons, limpos ao ponto de não conseguir perceber se a janela estava aberta ou fechada. A vista para as montanhas Riff, os pequenos almoços, e a simpatia dos anfitriões são o que destaco.
Nesta vila a Medina é caótica, ruas estreitas e com muita gente, mas muito típica e pitoresca. Na praça central têm os restaurantes turísticos, mais uma vez têm melhores escolhas, o Bab Sour é muito bom e com preços em conta.
Passeiem pela cidade, é bastante segura e vale muito a pena.
Nas imediações têm o parque natural de Akchour, com uma estrada de montanha e vista divinal. À chegada têm um pequeno restaurante com um parque para deixarem a mota. O resto do caminho é a pé, um caminho de terra batida, no meio de vegetação, seguindo o percurso de um pequeno rio, caminhando duas horas por esse trilho chegam a uma queda de água, se preferirem ficar pelo caminho o rio tem vários açudes e pequenas quedas de água onde podem nadar e relaxar.
Quando reparámos já é altura de voltar, passou tudo tão rápido, ficou tanto por ver, tantas voltas por dar, com a promessa de um dia regressar.

Até breve Marrocos.

T.C.”

 

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